Tuesday, June 29, 2010

Is it, is HE, the ONLY exception?

De novo, estava pensando (e eu penso demais), nas "exceções" em nossas vidas.
(Vide: The Only Exception, by Paramore).

Sabe? Aquela pessoa que, apesar de que nós tenhamos batido o pé e dito que não queremos sofrer mais, que estamos contentes com a solidão assim, conseguem ser a exceção à nossa própria regra. Aquela pessoa que é a única que faz seu coração bater forte. A única.
E aí, estava pensando.
Quantas pessoas - quantos meninos - serão a "única" exceção.
Mas exceção, em certos casos, era pra ser única, não é mesmo? Se houver mais de uma, em certos casos, não é mais uma exceção.
E pensando assim, quantas pessoas foram julgadas erradamente como exceção por nós?
De quantas pessoas acabamos esperando demais (e aí nos machucamos) por achar que essas pessoas eram exceções e eram, talvez, perfeitas.
E as exceções não são perfeitas.
Mas são quase. Quase perfeitas o suficiente para que as consideremos - e para que sejam - nossas exceções. Nossas.
E pensa bem em quem vai ser a sua exceção. Porque, realmente, só tem uma.
Não a perca. Não a deixe ir. Lute por ela.
Porque ela é a única exceção.

E talvez sua exceção te traga o amor, aquele até então julgado inexistente.

Sunday, June 27, 2010

Amor ?

Escrito em meu diário dia 25 de junho de 2010:

E amor... existe?
Existe amor entre família e amigos, sim, ESSE amor eu sei que existe.
Mas e aqueeeeeele amor, entre duas pessoas, existe?
Sempre acreditei que sim, mas hoje já não acredito tanto assim.
Hoje olho para um casal, quase qualquer casal, e já penso que eles não vão ficar juntos "para sempre" ou "até que a morte os separe".
Até porque, sei lá se "para sempre" existe. Creio que não.
Não sei o porque, mas parei de acreditar no amor. Não sei se apenas cresci ou se fui muito desiludida.
Quem sabe tenha sido todo o sofrimento que me deixou assim.

Mesmo não acreditando, eu tento acreditar o máximo o possível, pois preciso segurar em algo para continuar vivendo. E esse algo inclui iludir a mim mesma e tentar me convencer de que amor existe.
Mas, ok, vamos fingir que esse amor exista: se esse amor realmente existir, ele tem que ser, seilá...
Simplesmente amor.
Porque de certo modo, é redundância falar em um "amor" e um outro amor, o "amor incondicional": amor, se existir, já É incondicional por natureza. Se não for, não é amor. É aí que entra minha dúvida sobre amor existir.

E eu espero que exista. Ou não.


Porque eu realmente queria sentir isso por alguém e ser retribuida, talvez isso amenizasse - ou até acabasse com - a minha dor.

E são em meus momentos de dor que "amor" parece mais real para mim. Porque a dor é minha maior - e talvez a única - certeza.


escrito em meu diário dia 26 de junho de 2010, adaptado: 
P.S.: Apesar de bater o pé e dizer que amor não existe, existem momentos, além dos de dor, nos quais eu consigo acreditar no amor. E esses momentos são com o @glaucoelho. Juro. Só não ser como eu posso "amar" tanto e sentir tamanha saudade de alguém que nunca esteve ao meu lado. Apenas sinto.

Saturday, June 19, 2010

what if?

"e se"
estamos sempre presos a essas três letras que nos transtornam até enlouquecermos.
e se eu tivesse ido?
será que estaríamos juntos agora? será que teríamos dançado e nos beijado pela madrugada adentro?
mas e se eu tivesse ido e tivesse te visto com outra? visto seus olhos olhando para ela do jeito que deveriam estar olhando para mim?
e se ao me ver lá, você se lembrasse do que quase tivemos e decidisse tentar fazer acontecer?
e se...
e se eu chegasse em você e falasse o que estou sentindo há meses?
e se você não sentisse o mesmo?

milhares, infinitas possibilidades. 
isso está me levando à loucura.


mas quer saber?
eu não fui e também não estou arrependida.
arrependimento é para os fracos. eu sou muito, muito fraca, mas não nesse sentido.
se eu não fiz isso e fiz aquilo, foi minha escolha.
se algo deu errado, deu. a única coisa que me resta é pensar em como fazer melhor da próxima vez enquanto choro em minha cama.
arrependimento não existe. você fez o que bem queria. e isso te ensinou algo, então não foi em vão. nada é em vão.
quem sabe da próxima vez, eu vá, faça e logo não ficarei pensando no "e se".
quem sabe eu não faça, e continue pensando no "e se".
tudo são escolhas. talvez a escolha mude sua vida e talvez não.
mas quer saber, e se eu parar de pensar no e se?

bom dia, acabei de acordar de um sonho. ou seria pesadelo?

estou sentada em minha cama, no escuro total de meu quarto, apenas com a luz da tela e das teclas do notebook iluminando meu rosto para que eu possa escrever. sim, eu acabei de acordar.
acordei, e acordei do sonho que talvez tenha sido o sonho mais maravilhoso que já tive.
e como fazia tempo que eu não sonhava com você: uma semana, talvez.
decidi que antes de mais nada deveria escrever isso aqui, pois pela primeira vez em toda uma semana, a inspiração veio até mim.
é incrível o poder que você tem sobre mim, não é mesmo? em uma noite, você faz com que a inspiração perdida por uma semana volte.
imagino como seria se o sonho não fosse apenas um sonho.
mas foi. e, infelizmente, sinto que é um sonho que nunca se tornará realidade.
e, desculpe a si mesma, Bianca, mas você sabe que sua intuição é boa demais, certa demais.
mas ainda assim, o sonho foi muito maravilhoso: não teve beijo, não teve sexo e nem praia deserta e baseado, só assim teria ficado mais perfeito. mas tinha você, me dizendo que depois de um telefonema, não dormiu por duas semanas pensando em mim. tinha sua mão na minha, seu olhar gelado, azul, e quente ao mesmo tempo, olhando para mim com o maior carinho do mundo. você não me deixava largar sua mão.
com nossos dedos entrelaçados, você olhava para mim com aquele carinho, e olhava para mim como quem dissesse que, agora, nossos destinos também estavam entrelaçados.
infelizmente não estão.
foi sonho ou pesadelo?
sonho, com certeza.
mas a realidade é um pesadelo.
e isso fica muito evidente quando se acorda de um sonho que nunca se tornará realidade.
minha realidade sem você é um pesadelo. é um pesadelo olhar para você a cinco metros de mim e não poder pular e te abraçar.  é um pesadelo não te ter. é um pesadelo olhar para seus olhos azuis, para sua maravilhosa boca rosada e não poder te beijar. é um pesadelo que nossas conversas não existam mais. é um pesadelo!
tudo é um pesadelo!
será que você realmente não dorme e fica pensando em mim, assim como eu não durmo para ficar pensando em você, e quando durmo sonho com você?
acho que não. se isso fosse verdade, a realidade seria um sonho.
mas não é.
é um pesadelo.

Saturday, June 12, 2010

caboom.

e hoje é dia dos namorados. e estou sozinha. 
está frio. e estou sozinha.

não só sozinha pois me falta um namorado, mas também pois falta aquele "algo mais" na minha vida. falta alguém que me entenda completamente, alguém que realmente queira me ver bem.

a carência me consome. a carência me causa dor. a dor me consome mais ainda. 

dia dos namorados pode ser a data mais influenciada pelo marketing do mundo. pode ter sido criada para que namorados se comprem presentes e para que os que não tem ninguém fiquem mais tristes e se comprem chocolate.

pode até ser isso, mas querendo ou não consegue ter um efeito sobre mim. um efeito de 
nostalgiatristezacarência e, principalmente, solidão. 

porque, caralho, eu queria demais poder abraçar a ele, pegar na mão dele e beijá-lo. queria poder olhar naqueles olhos azuis e dizer "eu te amo, obrigada por ser a razão do meu raro sorriso".

mas quem me garante que amor existe? 

tento sobreviver acreditando que o amor existe e que talvez um dia eu o encontre, mas a verdade é que não acredito mais nessa suposta verdade. eu tento me consolar acreditando, mas não dá mais pra acreditar.

e quanto menos eu acredito, mais aumenta a dor em meu peito.

uma hora meu coração explode de dor e para de bater. e aí eu finalmente terei paz.


CABOOM.

Thursday, June 10, 2010

ONE TO ONE, TWO TO DANCE, WE ALL GET OUR SWEET ROMANCE! (ou não)

Eu juro que ainda tinha esperanças, eu realmente tinha.
Acho que pela primeira vez na minha vida eu acreditei que talvez algo pudesse dar certo.
Não sei porque acreditei... não sei porque me deixei levar. Acho que porque você é perfeito demais.
Loiro demais. Olhos azuis demais. Fofo demais. Simpático demais. Inteligente demais. Diferente de todos os outros... demais.
Perfeito demais para ser verdade, não é mesmo?

Não sei se você percebe, mas eu realmente queria que pudéssemos ser mais do que colegas. Eu realmente queria ser mais do que "só mais uma" pra você.

Acho que nunca vou ser.
Aliás, nunca vou ser mais do que "só mais uma" para ninguém.
Eu sou só mais uma até para mim mesma.
Mais uma garota feia. Mais uma gorda. Mais uma tola. Mais uma garota que não faz a diferença. Mais uma mal-agradecida. Mais uma garota que está ocupando o espaço no mundo de quem realmente merece estar aqui.
Só mais uma.
Eu não ligaria de ser mais um clichê para o resto do mundo se para você eu fosse única.
Só você me basta. Eu não preciso de mais nada. De mais ninguém.
Só eu, você, sexo, baseado. Uma praia deserta. Só eu e você.
Mas vejo que não sou única. Sou indiferente para você e tenho certeza de que, se eu morresse agora, você nem iria perceber que eu morri. Talvez percebesse. E comemorasse minha morte.

Minhas esperanças foram embora junto com as lágrimas que molharam meu rosto sem parar hoje.
E você nem imagina.
E hoje, eu pensei que talvez algo fosse dar certo... e tudo deu errado.
O que não é surpresa. Tudo sempre dá errado.
Pelo menos para mim.
É como se eu estivesse destinada ao sofrimento, à dor, ao sangue, aos cortes, às lágrimas.
Destinada ao ódio. 


E como diz uma música de uma banda que me lembra você: "one to one, two do dance, we all get our sweet romance".
É, acho que eu sou a única que não vai conseguir o "sweet romance". Você já conseguiu, e não é comigo. E se não é você que vai me dar esse sweet romance, ninguém mais vai.


É. 
Estou realmente destinada ao ódio, destinada à solidão.


- Obrigada por isso. - 

Tuesday, June 8, 2010

entende, por favor

sem filosofias hoje, sem palavras bonitas, sem nada elaborado.
só sentimentos jogados.

sabe, eu entendo o lado da minha mãe em tudo, entendo a preocupação dela comigo, eu entendo que eu realmente fui uma grande decepção.
e também entendo que ela tem muito mais com o que se preocupar do que comigo e que eu não deveria ser uma preocupação pra ela, mas não é culpa minha!
se ela não quer entender meu lado, ou se ela tenta, mas não entende, tudo bem, mas não vem me julgar!

eu sei muito bem o que eu to fazendo, se eu to acabando ou não com a minha vida o problema é meu, mas eu te garanto, eu não estou, basta você acreditar em mim.
basta você OLHAR pra sua filha na sua frente pra perceber que eu mudei. eu mudei por VO-CÊ! e te digo outra: eu estava muito mais feliz antes de mudar.

porque eu mudei, minha vida tá no buraco.
porque eu mudei, eu não consigo me olhar no espelho.

então vê se olha pra sua frente antes de me julgar.
não vem me tratar igual lixo porque eu errei uma vez na vida, só porque você ainda acha que to errando.
vê se acredita em mim, ao invés de achar que eu minto, ao invés de me tratar mal.
vê se olha pra sua frente e percebe a grande mudança que eu fiz por você. por VO-CÊ!
vê se percebe o quão TRISTE eu estou com essa mudança, o quanto eu odeio meu reflexo.
vê se PERCEBE que eu MUDEI, antes de falar na MINHA CARA que uma hora você vai DESISTIR DE MIM.

entende meu lado, porra.
entende, só isso, por favor.

se você desistir de mim, eu vou acabar desistindo de tudo!

Tuesday, June 1, 2010

tique taque, tique taque

A vida passa rapidamente por nossos olhos. E não a vemos passar.

Cada tique-taque do relógio representa a morte chegando mais perto.

Contam-se os dias. As horas. Cada segundo que passa como um minuto quando a dor não para também é contado.
Queremos que o amanhã chegue e esquecemos de viver o agora.
Cada segundo contado é representado por uma batida de um coração atormentado. Um coração acelerado. E acelerando.
A vida também lentamente se acelera, ontem eu tinha sete e hoje tenho quase catorze. E antes do amanhecer terei dezessete.

Mas nada me garante que o dia irá amanhecer. O Sol só nasce para os que sorriem, logo estou presa em minha própria escuridão, cega por meus sentimentos que me levam a não sorrir.

Enjaulada como um animal sem mais força para lutar na minha prisão de dor, não vejo os dias que passam e meus meses viram semanas, dias.

Aqueles segundos que antes passavam lenta e dolorosamente marcados pelas batidas cansadas de meu coração agora passam rápido: meu coração se acelera à medida em que a dor aumenta do suportável para o insuportável. A dor passa da dor emocional para a física, mas não esqueço a dor emocional.
A dor que atormenta meu coração não se deixa esquecer manifestando-se por meio de lágrimas em meus olhos castanhos que um dia olharam em seus olhos azuis.

E o tempo continua passando. Tique-taque. Tique-taque. E eu continuo perdida em meio a meus sentimentos, em meio à dor, à solidão. Porque solidão não é estar sozinha e sim estar rodeada de muitas pessoas e sentir falta de uma, porque só aquela uma te faz bem.

Em meio ao meu furacão de emoções, o tempo passa. A vida está passando, o tempo está acabando e eu estou perdendo meu precioso tempo chorando.

E se o meu tempo acabar? Será que alguém sentiria minha falta aqui?

Acho que não. E o tempo está acabando. E minha peça pode acabar terminando sem aplausos.