A vida passa rapidamente por nossos olhos. E não a vemos passar.
Cada tique-taque do relógio representa a morte chegando mais perto.
Contam-se os dias. As horas. Cada segundo que passa como um minuto quando a dor não para também é contado.
Queremos que o amanhã chegue e esquecemos de viver o agora.
Cada segundo contado é representado por uma batida de um coração atormentado. Um coração acelerado. E acelerando.
A vida também lentamente se acelera, ontem eu tinha sete e hoje tenho quase catorze. E antes do amanhecer terei dezessete.
Mas nada me garante que o dia irá amanhecer. O Sol só nasce para os que sorriem, logo estou presa em minha própria escuridão, cega por meus sentimentos que me levam a não sorrir.
Enjaulada como um animal sem mais força para lutar na minha prisão de dor, não vejo os dias que passam e meus meses viram semanas, dias.
Aqueles segundos que antes passavam lenta e dolorosamente marcados pelas batidas cansadas de meu coração agora passam rápido: meu coração se acelera à medida em que a dor aumenta do suportável para o insuportável. A dor passa da dor emocional para a física, mas não esqueço a dor emocional.
A dor que atormenta meu coração não se deixa esquecer manifestando-se por meio de lágrimas em meus olhos castanhos que um dia olharam em seus olhos azuis.
E o tempo continua passando. Tique-taque. Tique-taque. E eu continuo perdida em meio a meus sentimentos, em meio à dor, à solidão. Porque solidão não é estar sozinha e sim estar rodeada de muitas pessoas e sentir falta de uma, porque só aquela uma te faz bem.
Em meio ao meu furacão de emoções, o tempo passa. A vida está passando, o tempo está acabando e eu estou perdendo meu precioso tempo chorando.
E se o meu tempo acabar? Será que alguém sentiria minha falta aqui?
Acho que não. E o tempo está acabando. E minha peça pode acabar terminando sem aplausos.
Tuesday, June 1, 2010
tique taque, tique taque
Posted by Bianca at 4:16 PM
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